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Bodega Família Zuccardi





Apresenta por José Alberto Zuccardi
Texto em elaboração
Descrição dos vinhos por Jeriel da Costa

Zuccardi Série “A” Torrontés 2009 (lançamento) – R$ 60,00 – medalha de prata “Argentina Wine Awards 2010”
Santa Júlia Innovación Touriga Nacional 2009 (lançamento)– R$ 39,00
Santa Júlia Reserva Cabernet Sauvignon 2008 – R$ 43,00 – medalha de prata “Argentina Wine Awards 2010”
Zuccardi Q Malbec 2007 – R$ 105,00 – RP 90/100 pts. e 92/100 pts. Wine & Spirits
Zuccardi Zeta 2006 – R$ 229,00 – RP 92/100 pts. e WS 91/100 pts.
Santa Julia Tardio 2008 – R$ 49,00
Vinho do jantar: Santa Júlia Reserva Tempranillo 2008 – R$ 43,00 – medalha de ouro no “Wine International Challenge”

A seguir as descrições e avaliações dos vinhos degustados:

Zuccardi Serie A Torrontés 2008 – 13,4% álcool – região: Salta/Cafayate - preço: R$ 60,00
Palha claro quase translúcido. Perfil aromático típico da casta que faz parte da família das terpênicas (aromáticas). A torrontés encontra sua verdadeira expressão no Noroeste da Argentina. Sugestões florais (jasmim e rosas), lichia e vegetais (grama cortada), com ímpeto. Boca equilibrada, harmoniosa, acidez vibrante que se traduz no bom frescor. Na boca sua concentração de sabor evoca frutas cítricas com destaque para limão siciliano. Suculento e macio termina sem amargor. Para ser bebido sozinho ou como acompanhamento de empanadas salteñas picantes e pratos do Sudeste Asiático.
Avaliação: três taças (86/100 pts.)


Santa Júlia Innovación Touriga Nacional 2009 – 13,5% álcool – região: Santa Rosa/Mendoza – preço: R$ 39,00 – Rubi violáceo intenso com halo púrpura. Aromas que remetem à casta com notas florais, frutas negras (ameixas e amoras) e uma leve nota tostada.
Na boca subscreve o nariz com taninos potentes, jovens, corpo bom e ligeira sobra de álcool. Tem boa concentração e confirma sua tipicidade principalmente no nariz. Acreditamos que nas próximas edições avançará ainda mais na qualidade. Termina com ligeira adstringência.
Avaliação: três taças (85,5/100 pts.)


Santa Júlia Reserva Cabernet Sauvignon 2008 – 14% álcool – região: Maipú/Mendoza – preço: R$ 43,00 – Rubi violáceo semelhante ao anterior. Aromas pouco intensos mas de boa complexidade com as tradicionais notas de pimentão, licor de cassis e uma ponta de especiarias. Na boca seus taninos são macios, existe equilíbrio entre o álcool, acidez, fruta e madeira (carvalho francês de diferentes usos). Média concentração de sabor. Sem arestas, termina persistente e no retrogosto deixa uma nota vegetal. Detentor de boa relação preço-qualidade, é um bom representante da Cabernet Sauvignon Platina na sua categoria.
Avaliação: três taças (86/100 pts.)



Santa Julia Tempranillo Reserva - Região: Mendoza/Santa Rosa – safra: 2008 – álcool: 13,5% álcool – preço: R$ 43,00 – De cor rubi intenso, concentrado, brilhante com reflexo violáceo nas bordas. Aromas complexos que fazem lembrar um bom vinho Riojano, com fruta vermelha e notas tostadas. Na boca é um vinho macio, redondo, cujos taninos estão em evolução. Chamou atenção pela salivação indicadora da boa acidez. Madeira se integrando à fruta, sinal de que mais algum tempo na garrafa lhe fará bem. Vinho gastronômico que às cegas derrotaria muitos vinhos espanhóis da mesma categoria.
Avaliação: três taças (87/100 pts.)

“Q” Malbec 2007 – região: La Consulta/Agrelo/Mendoza – álcool: 14% - preço: R$ 105 (safra 2008) – rubi com reflexo violáceo com halo púrpura. Cor típica da casta que é “tintureira”. Nariz fechado, porém, complexo com notas de ameixas, leve floral (violetas) e uma pontinha de chocolate. Na boca um vinho de grande estrutura, profundo que confirma sua tipicidade com suas deliciosas notas frutadas e de madeira. Taninos presentes, de fina textura os quais encontram contraponto na boa acidez e no álcool integrado (apesar de seus 14%). Impressiona também pelo bom entrosamento entre a madeira e a fruta. Marcante, persistente e sedoso, deixa uma gostosa nota de chocolate no palato. Um vinho que continuará a evoluir na garrafa nos próximos três anos, no mínimo. Por fim, saliento que este “Q” Malbec 2007 teve amadurecimento em barrica de carvalho francês de primeiro uso durante doze meses e no seu contra-rótulo consta que continuará a evoluir na garrafa por até 10 anos. Vinho elaborado com capricho por Rodolfo Montenegro, Enólogo da Zuccardi.
Avaliação: três taças (88,5/100 pts.)




Zuccardi Zeta 2006 – região: Mendoza/La Consulta/Santa Rosa – álcool: 14,5% - uvas: Malbec (64%) e Tempranillo (36%) – preço: R$ 229,00 - rubi violáceo quase retinto com halo púrpura. Nariz aberto com destaque para os aromas de ameixas, amoras e framboesas entrosados com notas tostadas (barrica) sobre um fundo que evoca especiarias. Na boca a sua entrada revela um vinho sedoso, de taninos balanceados que se destacam por sua maciez e que permitem a livre expressão da fruta. Ótima concentração de sabor com integração dos elementos álcool, taninos, acidez, fruta e madeira, isto é, tudo no sítio certo neste vinho que tem se mostrado consistente ao longo dos anos. Degustado pela quarta vez por quem escreve, praticamente não apresentou variações significativas de uma garrafa para outra, o que não deixa de ser um bom indicador de sua qualidade/confiabilidade. Profundo e intenso, deixa uma nota de chocolate no retrogosto, termina longo e marcante. Promete evoluir na garrafa nos próximos dez anos. Obteve 92/100 pts. da WA de Robert Parker (08/2009) e 91/100 - WS. Avaliação: quatro taças (90,5/100 pts.)



Santa Julia “Tardio” Last Harvest Torrontés 2008 – Região: Maipú/Santa Rosa/Mendoza – álcool: 9,5% – importador: Ravin – preço: R$ 39,00 - Amarelo palha na transição para o dourado. Nariz típico da casta com notas florais, abricot e uma ponta cítrica com boa sustentação na taça. Na boca o ataque inicial é doce, todavia, é um vinho equilibrado e o seu baixo teor alcoólico não assusta porque sua correta acidez evita o efeito “empalagoso” de que falam os argentinos. Degustado em versões anteriores não mostrou tanta harmonia como nesta versão. Sua concentração de sabor o torna guloso, porque tem profundidade gustativa com boa permanência no palato. Uma nota cítrica se faz presente no fim de boca. A aromática Torrontés também possibilita a produção de bons vinhos de sobremesa como este. Seguramente, um dos melhores “late harvest” da Argentina na sua categoria.
Avaliação: três taças (87/100 pts.)

As notas acima resultam da média das avaliações de Jeriel da Costa, José Luiz G. Pagliari, Márcio Guedes, Miguel Alberto Lopes, Roberto A. Ventura e Rodrigo Mammana.

Tabela de Notas
ruim = abaixo de 60 pts.
insatisfatório = 60 a 69 pts.
meia taça = 0,5 pt.
uma taça = 70 a 79 pts.
duas taças = 80 a 84 pts.
três taças = 85 a 89 pts.
quatro taças = 90 a 94 pts.
cinco taças = 95 a 100 pts.





Criado em 26/07/2010.

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