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Inovini apresenta vinhos da Maison Louis Latour


Apresentada por Eduardo Paes

Texto de Jeriel da Costa



A tradição no mundo dos vinhos de Louis Latour começa em 1731, quando a família Latour adquiriu um vinhedo (Domaine) em Côte de Beaune, coração da área de produção de vinhos de Borgonha.

A atividade no negócio de vinhos começou em 1797, sendo fundada a Maison Louis Latour. A partir daí a família Latour construiu seu vasto território de 50 hectares de vinhedos de qualidade internacional durante o século XIX.

Os vinhedos de propriedade de Latour têm plantações com apenas duas variedades de uvas: Pinot Noir (para vinhos tintos) e Chardonnay (para os brancos). As vinhas estão em uma das melhores localidades de Côte d´Or e sustentam as mais importantes denominações: Chambertin, Corton, Pommard.
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Conceituada em todo o mundo pela qualidade dos seus vinhos tintos e brancos, a Maison Louis Latour é uma das mais respeitadas na Borgonha, tendo construído sua reputação pela tradição e inovação na arte de elaborar vinhos. Também é pioneira na produção de ótimos vinhos de outras regiões que não a Borgonha. Esses vinhos de Ardèche e de Côteaux de Verdon estão ganhando aos poucos a estima pela sua inigualável qualidade. No final do século XIX, Louis III deparou-se com a phylloxera e foi o primeiro a usar o método "hardy" (enxerto de mudas de vinhas francesas em raízes de vinhas americanas que eram imunes a essa praga). Enquanto a maioria dos colegas de Latour se desesperou e vendeu suas propriedades, Latour comprou ainda mais terrenos.
A Maison Louis Latour, atuando como um excelente comerciante de vinhos, também compra uvas de terceiros, que são vinificadas em Aloxe-Corton ou em Clos Chameroy, separadamente das uvas cultivadas nas suas propriedades.

Os barris de carvalho de Louis Latour são fabricados por eles mesmos e sua madeira seca ao ar livre por três anos, emprestando aos barris e aos vinhos um aroma amadeirado mais agradável e sutil, diferente de barris cuja madeira é seca em estufa.
Cada colheita especial de Louis Latour é única e traduz a diversidade das condições climáticas e de solo da Borgonha, variando entre invernos frios e úmidos e verões quentes e secos.

Em 1979 Louis Latour deu início ao projeto de Ardèche, que resultou no primeiro vinho varietal Chardonnay (elaborado com uma única casta) do sul da França, sendo responsável pela popularização de "Apellation Vin de Pays " (vinhos regionais com maior qualidade). Nessa busca de qualidade e utilização da técnica de vinificação peculiares a Louis Latour, foi criado, em 1979, o Chardonnay d`Ardèche (atualmente com sua garrafa única, reconhecido mundialmente por sua alta qualidade e excelente valor) e, em 1988, o Grand Ardèche.
Hoje, dirigida pela décima primeira geração da família, Louis Latour é uma das cinco maiores casas de vinho da Borgonha, responsável por mais de 70% das vendas de vinhos dessa famosa região vitivinícola.


Abaixo a descrição e avaliação dos vinhos degustados:


Simonnet-Febvre Sauvignon 2007 – Gran Vin de Bourgogne – região: Auxerrois/Chablis – uva: Sauvignon Blanc – álcool: 12,5% - preço: R$ 65,00 – palha claro com reflexos esverdeados. Aromas típicos com toques vegetais (grama cortada), fruta tropical e ligeiro esfumaçado. Na boca exibe bom frescor, notas cítricas (toranja/grapefruit) e uma discreta ponta mineral. Equilibrado, apresenta bom entrosamento do álcool, acidez à fruta. Boa tipicidade da casta inusitadamente cultivada na Borgonha. Vinho detentor de interessante relação preço-qualidade.
Avaliação: três taças (86,5/100 pts.)





Louis Latour Chablis 2009 – região: Chablis/A Beaune Cote D’Or – uva: Chardonnay – álcool: 13% - preço: R$ 115,00 - Palha claro brilhante. No olfato seu forte traço mineral secundado por frutas brancas (maçã verde) e a ótima sustentação na taça confirmam sua boa tipicidade. Boca que subscreve integralmente o olfato, intensa, de acidez delicada, fina com a repetição da mineralidade. Quase mastigável, destaca-se por seu frescor e elegância. Fim de prova persistente e agradável. Não custa pouco, mas provavelmente deve ser um dos melhores Chablis “genéricos” disponíveis no mercado. Guarda: cinco anos à contar da safra.
Avaliação: 87,5/100 pts.


Louis Latour Grand Ardéche 2007 – Vin de Pays dês Coteaux de L’Ardéche – uva: Chardonnay – álcool: 13,5% - preço: R$ 85,00 – Amarelo com reflexos dourados. Nariz mais intenso do que o exemplar anterior exibindo um perfil típico do Novo Mundo, com notas amanteigadas, toffee, fruta tropical (abacaxi) sobre um fundo tostado. A boca confirma o palato com alguma untuosidade, médio frescor, corpo bom com profundidade gustativa. O álcool elevado provoca leve calor sem incomodar. A madeira (10 meses em barricas francesas) está presente e reforça o prefil moderno deste vinho.
Avaliação: três taças (87/100 pts.)


Louis Latour Chassagne-Montrachet 2007 – região: Cotes de Nuits – uva: Pinot Noir – álcool: 13,5% - preço: R$ 178,00 – Rubi com reflexos violáceos sem halo de evolução. Nariz de média intensidade e com boa carga de frutas vermelhas (principalmente morangos) à confirmar tipicidade da casta. Na boca a sua entrada provoca algum aquecimento e revela um vinho denso, de taninos macios, acidez gastronômica e boa fruta. Poderia ser mais complexo, mas não chega a decepcionar. O seu ponto alto é a sua tipicidade, porém, tropeçou na relação preço-qualidade. Todavia, não se pode olvidar que os vinhos da Borgonha são caros...
Avaliação: três taças (87/100 pts.)



Louis Latour Domaine de Valmoissine 2008 – Vin de Pays Côteaux-du-Verdon – álcool: 13,5% - uva: Pinot Noir - preço: R$ 99,00 – Rubi violáceo com ligeira turbidez. Aromas doces a lembrar fruta em compota (ameixas). Perfil unidimensional. Na boca é quente, taninos macios, fruta escassa, acidez delicada e forte presença de açúcar residual a prejudicar o equilíbrio gustativo do conjunto, que também tem álcool elevado. Fácil de beber, seu estilo conta com admiradores, porém, ficou devendo tipicidade.
Avaliação: duas taças (83,5/100 pts.)


As notas acima correspondem à média das avaliações de Márcio Guedes, Rodrigo Mammana, Waldir Gandolfi, Jeriel da Costa e Roberto A. Ventura.


Tabela de Notas
ruim = abaixo de 60 pts.
insatisfatório = 60 a 69 pts.
meia taça = 0,5 pt.
uma taça = 70 a 79 pts.
duas taças = 80 a 84 pts.
três taças = 85 a 89 pts.
quatro taças = 90 a 94 pts.
cinco taças = 95 a 100 pts.



Criado em 29/06/2010.

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