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Marco Ricasoli Firidolfi apresenta vinhos da Rocca di MontegrossiTexto de Jeriel da Costa A vinícola Rocca di Montegrossi está localizada no coração de Chianti Clássico, a 7 km da Comuna de Gaiole in Chianti, remonta às origens da região e do próprio Chianti. De propriedade de Marco Ricasoli Firidolfi, descendente da família Ricasoli-Firidolfi, com tradição secular no cultivo de vinhos, eis que dos 60 hectares da fazenda, 20 há são dedicados às vinhas e 20 aos olivais. Os vinhedos estão situados em áreas montanhosas, com declives suaves de calcário e com condições climáticas que favorecem a produção de uvas de qualidade como Sangiovese, Canaiolo, Colorino, Pugnitello, Malvasia del Chianti, Merlot e Cabernet Sauvignon. A estrutura da vinícola, cuja adega foi completamente restaurada em 2000, alia tradição e tecnologia, com tanques de cimento vitrificados e barris de carvalho com temeperatura com temeperatura controlada que garantem a perfeita fermentação das uvas. Dos rótulos produzidos pela Rocca di Montegrossi, o Chianti Clássico San Marcelino 2004 e o Geremia 2004 receberam 93/100 de Robert Parker e o Vin Santo 2000 94/100 pts., considerado pelos críticos um dos melhores vinhos de sobremesa da Itália (vide avaliação abaixo). O produtor Marco Ricasoli Firidolfi cresceu numa família com tradição secular no cultivo de vinhos fortes, eis que a família Ricassoli era proprietária do Castelo de Brolio, o Rocca di Montegrossi, o Monteluco Castelo e o Castelo Cacchiano, em Monti in Chianti, no coração da Toscana, onde Marco cresceu e cultivou sua paixão pelo vinho. Ricasoli é descendente do famoso “Barão de Ferro”, cujo nome verdadeiro era Bettino Ricasoli, nascido em 1809 e político de destaque no “Rissorgimento” italiano, movimento que levou à unificação da Itália e que o tornou primeiro-ministro. O barão teria criado, com um amigo, a fórmula para a Sangiovese que seria mais tarde, o Chianti Clássico. Seus estudos começaram em Florença. Após concluí-los, Marco foi para França, país pelo qual é apaixonado. Durante dois anos fez cursos na Universidade de Bordeaux e Universidade de Dijon, na qual dedicou-se a aprimorar seus conhecimentos em enologia. Ao retornar à Itália, decidido à colocar em prática toda teoria adquirida e dar continuidade à tradição familiar, Marco funda a Rocca di Montegrossi, em 1995. Neste período, expandiu o cultivo das vinhas para 20 hectares e manteve firme sua filosofia focada no terroir e na qualidade dos vinhos que produz. Abaixo a descrição e avaliação dos vinhos degustados: Chianti Clássico DOCG 2006 – 13,5% álcool – região: Gaiole in Chianti - preço R$ 112,30 Rubi com alguma concentração. Aromas com predomínio de notas balsâmicas, chocolate e um leve “sottobosco”. Na boca é um vinho estruturado, tânico (boa qualidade) e expansivo, com sua acidez gastronômica completando o conjunto, de acento mineral. Termina salivante e intenso. É bom ressaltar que a Rocca di Montegrossi conta com certificado de Azienda Biológica. Recebeu 89/100 pts. da WA de RP. A safra de 2006 foi ótima na Toscana. Avaliação: três taças (87,5/100 pts.) Vigneto San Marcellino Chianti DOCG 2001 - 13,5% álcool – região: Gaiole in Chianti - preço R$ 214,65 – Rubi intenso profundo. Mais complexo do que o anterior com sugestões de ameixas, especiarias e leve tostado. Boca no mesmo diapasão, taninos quase maduros, leve calor, ótima acidez expansiva e salivante. Mostra no palato toda força e rusticidade da Sangiovese. À exemplo do anterior tem acento mineral, notas de ameixas e grande expansão no palato. Um vinho típico e que mostrou grande evolução na taça. Perfeito para comida. Avaliação: quatro taças (90/100 pts.) Vigneto San Marcellino Chianti DOCG 2003 - 14% álcool – região: Gaiole in Chianti – uva: Sangiovese (100%) - preço R$ 214,65 – O “Vigneto San Marcelino” é um vinhedo muito antigo, quase extinto que produz vinhos de grande concentração. Rubi intenso profundo com reflexo arroxeado. No olfato apresenta notas de mentol, alcaçuz e especiarias. Na boca é menos intenso do que o anterior, porém, seus taninos são jovens e sedosos. Frutado (ameixas e amoras), equilibrado e persistente, é um vinho que ganhará complexidade com seu envelhecimento na garrafa nos próximos anos. Avaliação: quatro taças (91,5/100 pts.) Geremia IGT Toscana 2005 - 13,5% álcool – região: Gaiole in Chianti – uvas: Merlot (60%) e cabernet Sauvignon (40%) - preço R$ 205,60 – Rubi intenso profundo. Perfil aromático distinto dos três exemplares anteriores, com notas de frutas vermelhas, licor de cassis e uma pontinha de alcaçuz. Na boca subscreve esses aromas ao exibir fruta integrada aos demais elementos: álcool, madeira, taninos e acidez de viés gastronômico. Um legítimo “Supertoscano”, amadurecido por 18 meses em barrica de carvalho francês de média tosta “Alliers”. Sem filtração, permanece dois anos na garrafa antes de ir para o mercado. Retrogosto frutado. Promete longa vida na garrafa. Dividiu com o Chianti 2004 o título de melhor da noite para os presentes. Avaliação: quatro taças (90/100 pts.) As notas acima correspondem à média das avaliações de Márcio Guedes, Roberto A. Ventura e Paulo Sampaio Tabela de Notas ruim = abaixo de 60 pts. insatisfatório = 60 a 69 pts. meia taça = 0,5 pt. uma taça = 70 a 79 pts. duas taças = 80 a 84 pts. três taças = 85 a 89 pts. quatro taças = 90 a 94 pts. cinco taças = 95 a 100 pts. |
| Criado em 22/06/2010. << Voltar Esta é uma versão otimizada para celulares. Acesse o site completo aqui |
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