SBAV - Curso de Vinho, Cursos de somelier
Esta é uma versão otimizada para celulares.

Portus Cale apresenta Bacalhôa Vinhos.




Apresentada por Eduardo Lopes Texto de Jeriel da Costa


Na noite de 18 de maio, Eduardo Lopes, da importadora paulistana Portuscale, conduiziu uma degustação de vinhos do produtor Bacalhôa Vinhos de Portugal. Fundada em 1922, a Bacalhôa Vinhos de Portugal S.A., inicialmente sob a designação de João Pires & Filhos, fez um longo percurso até afirmar-se como um dos mais inovadores produtores de vinhos em Portugal. No final dos anos 1970, Antônio D’Avillez tornou-se o maior acionista e passou a conduzir a empresa de forma dinâmica, diversificando o portfólio de marcas para produzir vinhos de relação qualidade/preço atraente para os consumidores. Em 1998 a Família Berardo tornou-se a maior acionista e no ano 2000 adquiriu a Quinta e o Palácio da Bacalhôa. Logo em seguida associou-se ao grupo francês “Lafite Rothschild” na Quinta do Carmo. Atualmente, a “Bacalhôa Vinhos de Portugal S.A.“, produz vinhos em três regiões diferentes, nomeadamente Setúbal, Alentejo e Estremadura e faz parte do “Grupo dos Sete” mais importantes produtores de vinhos de Portugal.


A seguir a descrição e avaliação dos vinhos degustados:

Quinta dos Loridos Alvarinho 2006 – DOC Óbidos – 13% álcool - R$ 49,00
Palha claro com reflexo verdeal. Nariz fino e delicado com notas de frutas brancas, banana sobre um fundo cítrico. Boca macia, ligeiramente vegetal, leve cítrico num corpo magro de bom frescor. Alguma mineralidade. Passa por carvalho francês. Termina persistente e sem amargor.
Avaliação: duas taças e meia (84,5/100 pts).

Cova da Ursa Chardonnay 2007 – Azeitão/Península de Setúbal - 13,5% álcool - R$ 88,00
Amarelo com reflexos dourados. Complexo no olfato com notas amanteigadas secundadas por fruta madura (abacaxi, carambola e pêssego) sobre um fundo tostado. Rico e mastigável na boca com a confirmação das sensações olfativas. Untuoso, pleno e muito gostoso, apresenta uma nota de limão siciliano. Um vinho equilibrado, eis que as tradicionais notas de barrica estão perceptíveis, todavia, sem encobrir a fruta. Vinho emblemático, que tem na força da fruta e de sua mineralidade os seus maiores apelos. Vale à ter algumas garrafas na adega.
Avaliação: três taças (87,5/100 pts.)

Quinta dos Loridos Merlot/Castelão 2008 – Vinho Regional Lisboa – 13,5% álcool - R$ 49,00 – Rubi violáceo pouco intenso. Nariz medianamente intenso e simples com notas de frutas vermelhas. Boca macia, um pouco magra, ligeiramente vegetal, com algum frescor. Segundo o contra-rótulo o mosto amadureceu em carvalho francês. Curto, termina suave e sem amargor. Bom para pratos do dia-a-dia.
Avaliação: três taças (85/100 pts.)

Só Syrah 2004 – Vinho Regional Terras do Sado – 14,5% álcool - R$ 110,00
Rubi violáceo intenso com halo granada. Aromas complexos com sugestões tostadas, fruta madura (ameixa) e especiarias. Na boca é um vinho quente, tânico, de boa acidez e que termina com leve amargor. Robusto, passa 17 meses em barricas de carvalho francês (70%) e o restante americano. Não vai evoluir, mas tem longa sobrevida na garrafa.
Avaliação: três taças (87,5/100 pts.)

Só Touriga Nacional 2005 – Vinho Regional Terras do Sado – 14,5% álcool - R$ 110,00
Cor idêntica à do vinho anterior com um pouco mais de concentração. Mais intenso e complexo olfativamente do que o Syrah, com perfil distinto. Aqui predominam as notas de geléia de frutas vermelhas, discreto floral e algum tabaco. Na boca a sua entrada revela um vinho de estrutura sólida, taninos potentes e ao mesmo tempo gentis. Fruta e madeira em harmonia (80% do mosto amadurece 17 meses em barricas novas francesas de Allier e o restante carvalho americano). Persistente, termina redondo e salivante. Ainda tem potencial na garrafa.
Avaliação: três taças (88/100 pts.)

Palacio da Bacalhôa 2005 – Vinho Regional Terras do Sado – 15% álcool - uvas: Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot - R$ 180,00 – Quase retinto na cor, este opulento e denso vinho apresentou paleta aromática digna de um Bordeaux da margem esquerda, com aromas que lembram licor de cassis, frutas negras (ameixa e framboesa), café torrado, mentol sobre uma nota de tabaco. Na boca tem taninos firmes, álcool perfeitamente entrosado à fruta, madeira e acidez completando seu perfil guloso e gastronômico. Longo e intenso, termina suave e promete ótima evolução na garrafa nos próximos anos.
Avaliação: quatro taças (91/100 pts.)


As notas acima resultam da média das avaliações de Alexandre Furniel, Gilberto Medeiros, Jeriel da Costa, José Henrique de Paula Eduardo, Márcio Guedes, Paulo Guerra e Roberto A. Ventura.

Tabela de Notas
ruim = abaixo de 60 pts.
insatisfatório = 60 a 69 pts.
meia taça = 0,5 pt.
uma taça = 70 a 79 pts.
duas taças = 80 a 84 pts.
três taças = 85 a 89 pts.
quatro taças = 90 a 94 pts.
cinco taças = 95 a 100 pts.




Criado em 18/05/2010.

<< Voltar


Esta é uma versão otimizada para celulares. Acesse o site completo aqui