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Vinícola Lagarde - Importadora RelocoApresentada por Federico A. Gonzales em 14/08/2007. Comentada por Jeriel da Costa. O interessante Guia de Vinhos Argentinos selecionados por Elisabeth Checa e Martín Cuccorese, edição de 2007, cujo título original é “Los Buenos Vinos Argentinos”, informa que a mendocina Vinícola Lagarde “...está estabelecida desde em 1897 em Luján de Cuyo e em meados da década de 1970 foi adquirida pela família Pescarmona. No começo, os vinhos eram feitos apenas para os amigos e comercializados em pequenas quantidades por venda direta, com muita discrição. Nos últimos anos, houve mudanças drásticas na tecnologia (e isso foi facilmente sentido nos vinhos degustados), melhoramento dos antigos vinhedos, novas experiências e novas cepas que culminaram com a mudança de sua imagem e estilo. Atualmente, a vinícola é dirigida com criatividade e paixão por Sofía Pescarmona, filha de Enrique Pescarmona”. Seu símbolo é o Condor, ave de rapina que majestosamente vôa sobre os mais altos picos andinos antevendo os vinhedos ancestrais localizados nos contrafortes de Mendoza. Para a LAGARDE, o vôo do Condor simboliza o orgulho e espírito pelos vinhedos próprios e os excelentes vinhos produzidos por esses vinhedos. Atualmente, o Brasil é o terceiro mercado mais importante e só fica atrás dos Estados Unidos e do Reino Unido. Há exportações para países europeus como Dinamarca, Suíça, República Tcheca, Holanda, Hungria, Irlanda, França e Espanha. Na América do Sul, os vinhos são exportados para o Uruguai, Colômbia, Perú e Equador. Países da América Central como Porto Rico, Nicarágua, Panamá e até o Japão também figuram nesse importante rol. A degustação foi precedida por palestra de Federico A. Gonzales, Diretor de Exportações da vinícola, que conduziu a apresentação com serenidade e competência. Os vinhos degustados se mostraram interessantes, com destaque para o surpreendente Sauvignon Blanc, variedade aromática originária do sudoeste francês (que no Novo Mundo se destaca no Chile, África do Sul e sobretudo na Nova Zelândia) que se caracteriza por ter aromas herbáceos, defumados e frutados e que agora começa a obter êxito na Argentina, porque poucos são os sauvignons que se destacam no contexto vinícola do país platino como o LAGARDE Sauvignon Blanc 2006, que se mostrou macio, típico e equilibrado, de qualidade muito boa. Outro destaque foi o LAGARDE D. O. C. Malbec 2004, que respeita os cânones da “Denominación de Origen Luján de Cuyo”, reconhecida pela OIV em 1993 e que tem a VINÍCOLA LAGARDE como membro fundador. Referido vinho passa doze meses em barrica e doze meses em garrafa e se mostrou de estilo moderno, porém, sem exageros. Na verdade, seu estilo é paradigmático, com 14,5% de álcool, boa complexidade aromática e bem estruturado no palato, a demonstrar desde o início a sua elevada qualidade. Os demais também se destacaram num dos quesitos que mais interessa ao consumidor: boa qualidade por preços acessíveis. O vinho top da casa – HENRY GRAN GUARDA Nº 1 - também não decepcionou e atingiu a maior pontuação dentre os vinhos degustados, consoante avaliações abaixo: |
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