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Vertical Don MelchorApresentada por Miguel Alberto Lopes em 27/03/2009. Comentada por Jeriel da Costa. Degustação realizada em 27.03.2009 – VERTICAL DE DON MELCHOR SAFRAS: 1995, 1999, 2000, 2002, 2003 e 2004 Apresentada por Miguel Alberto Lopes Texto de Jeriel da Costa O evento foi organizado por Miguel Alberto Lopes, Paulo Sampaio e por este redator e apresentado por Miguel Alberto Lopes. Como é da sua característica, Miguel brindou-nos com uma exposição didática da Viña Concha y Toro e de alguns detalhes da produção do Don Melchor e distribuiu a ficha técnica das safras degustadas: 1995 (92 pts. WA), 1999 (92 pts. WA e WS), 2000 (94 pts. WS e 89-91 pts. WA), 2002 (90 pts. WA e 92 pts. WS), 2003 (93 pts. WA e 96 pts. WS) e 2004 (93 pts. WS). Algumas considerações sobre o Don Melchor. Trata-se de um verdadeiro clássico da vinicultura chilena, quiçá do Novo Mundo. É um emblemático cabernet sauvignon de Puente Alto - Vale do Maipo, berço dos grandes vinhos tintos chilenos. Frequenta com assiduidade a lista anual (Top 100) da publicação norte-americana Wine Spectator e recebe avaliações frequentes de Robert Parker e de outros importantes críticos mundo afora. Enrique Tirado, enólogo do Don Melchor desde 1997, tem trabalhado intensamente na divisão dos vinhedos em pequenas parcelas buscando as melhores uvas de cada lote. Os vinhedos estão setorizados e são adotados todos os procedimentos que auxiliam na plena maturação das uvas eis que são realizadas pequenas podas à medida que vão ficando prontas e portanto maduras para serem colhidas; mais de cem amostras são colhidas para se chegar na mescla final que sempre tem um pequeno percentual de cabernet franc. Atualmente, seu estilo está mais internacional, com uma boca mais elegante decorrente da diminuição das sugestões mentoladas muito presentes em alguns cabernets chilenos. Por fim, Tirado esclarece que a cada nova safra (no Chile em fevereiro foi liberada a 2006; por aqui a 2005 será comercializada brevemente) o Don Melchor pretende ser um retrato fiel, a expressão maxima do melhor que se pôde fazer naquele ano e também salientou que está diminuindo a diferença qualitativa entre safras pares e ímpares por conta dos avanços tecnológicos (cabe aqui uma pequena observação: no Chile normalmente as safras ímpares são consideradas, de maneira geral, superiores às pares). O que se pôde notar na degustação vertical é que cada safra apresentou características bem particulares e distintas entre si. Os pares se mostraram mais prontos (exceto o 2004 que ainda está muito fechado e foi o único abaixo dos 90 pts.) e na opinião deste redator o exemplar que apresentou o nariz mais aberto e complexo de todos foi o 2000, seguido muitíssimo de perto do exuberante 1999; o 2002, que recentemente se destacou numa degustação vertical promovida pelo caderno Paladar do Estadão (23.03.09), mostrou-se bastante chileno no olfato com toques mentolados que a cabernet sauvignon costuma apresentar no Maipo e na boca, a par da fineza de seus taninos (vivos) e da complexidade gustativa, os tradicionais toques de goiabada em compota se fizeram presentes sem prejudicar a sua avaliação final, até porque foi uma das amostras mais prontas do painel. De maneira geral (os pares) foram os mais elegantes e balanceados e o 2000 o mais pronto de todos e portanto com menor perspectiva de evolução na garrafa; já os ímpares se mostraram potentes, concentrados, expressivos e de longuíssima guarda. Aqui, novamente o destaque foi o 1999: longo, profundo, intenso, elegante, taninos sedosos, polidos e com bom espaço para fruta, muito superior aos demais e seguido de pertíssimo pelo ainda vigoroso 1995; o 2003 apresentou o nariz mais frutado de todos os exemplares degustados, com destacadas notas de cerejas, ameixas e uma reminiscência de licor de cassis. Boca jovem e complexa. De todas as amostras, o 1995 foi o mais surpreendente de todos: começou unidimensional com muito mentol no olfato e depois de vinte minutos (já havia sido decantado por uma hora) na taça, abriu esplendidamente para tabaco, caça, alcaçuz e na boca os taninos devidamente aplacados pelo tempo e a acidez perfeita foram responsáveis pela segunda maior nota da degustação. Servido às cegas facilmente seria confundido com um bordalês Grand Cru Classé en 1855, (Pauillac, Margaux, etc.), assim como o seu irmão mais próximo e grande vitorioso da peleja: Don Melchor 1999. Por fim, destaco que o serviço do vinho foi perfeito e que a condução dos trabalhos foi conduzida com muita serenidade e competência pelo Miguel, um entusiasta desse verdadeiro “Ex Libris” chileno. Agradecimentos especiais ao Presidente da SBAV-SP, Sérgio Inglez de Souza que abraçou de plano a idéia e aos Confrades Carlos Aurélio Dompiére, Miguel Alberto Lopes, Paulo Guerra, Paulo Sampaio e Waldir Gandolfi, que doaram as garrafas para a realização dessa degustação pioneira e cujos fundos reverteram em benefício do caixa da SBAV-SP. Curiosidades: a) num universo de dezesseis degustadores divididos em quarto mesas com quarto pessoas cada, os vinhos das safras 2002 e 2003 obtiveram respectivamente a quarta e a quinta colocações com votos unânimes dos presentes. b) o campeão da noite (Don Melchor 1999) obteve a primeira colocação em três mesas e ficou em terceiro lugar na mesa do condutor da degustação Miguel Alberto Lopes. c) nenhum exemplar apresentou problema de rolha que é um fator prejudicial bastante comum em verticais de vinhos do Velho Mundo, a denotar a seriedade da Concha y Toro na produção de seu principal vinho. d) na degustação realizada em 07.12.2009 que contou com a participação deste redator, portanto, há pouco mais de três meses com exemplares das safras 1995 (magnum), 1999, 2001, 2002, e 2004 as notas foram as seguintes: Degustação 07.12.2008----------------------Degustação SBAV-SP 27.03.2009 1o.lugar safra 1999 = 93/100 pts ++-----1o.lugar safra1999 = 93,5/100 pts + 2o.lugar safra 2003 = 92/100 pts.++-----2o.lugar safra 1995 = 93/100 pts. 3o.lugar safra 1995 = 91,5/100 pts.------3o.lugar safra 2000 = 91,5/100pts. 3o.lugar safra 2001 = 91,5/100 pts.++---4o.lugar safra 2003 = 91/100 pts.++ 4o.lugar safra 2004 = 89/100 pts.++------5o.lugar safra 2002 = 90,5/100pts.+ 5o.lugar safra 2002 = 88,5/100 pts.+-----6o.lugar safra 2004 = 89/100 pts.++ |
| Criado em 27/03/2009. << Voltar Esta é uma versão otimizada para celulares. Acesse o site completo aqui |
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