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Smart & Best Buys de PortugalApresentada por Jose Luiz Pagliari em 06/04/2004. Comentada por Walter Tommasi. Nesta última terça feira 06/04/04 José Luiz Pagliari nos deliciou com mais uma de suas degustações. Desta vez ele pesquisou os vinhos portugueses e, num universo grande, escolheu seis vinhos que pudessem ilustrar as melhores áreas vinícolas de Portugal, e que ao mesmo tempo tivessem a característica de ter um “custo benefício correto”. O resultado não poderia ter sido melhor. Iniciamos nossa viagem pelo Minho (a terra dos vinhos verdes), hoje uma das poucas áreas em Portugal em que a produção de vinho esta diminuindo; de lá provamos o Varanda do Conde, produzido com as uvas brancas Alvarinho e Trajadura, certamente um bom exemplar da denominação. De lá fomos levados ao Douro, área de maior produção de vinhos de Portugal, que está estável no volume produzido. A região tradicionalmente tem levado o maior número de prêmios de excelência do país (em 2004, 11 entre 21 tintos premiados pela “Revista de Vinhos” portuguesa). De lá provamos o Redoma Rosé DOC, que foi o vinho que mais gerou polêmicas entre os presentes, um Rosé que passou por carvalho e que contraria o conceito tradicional de produção deste tipo de vinho. Respeito a opinião dos que não gostaram muito deste exemplar, mas para mim foi uma grata surpresa (especialmente por eu não ser um apreciador de rosés), o carvalho deu a ele uma complexidade que jamais achei que um rosé pudesse ter e ainda assim manter o frescor; só não dei nota maior pelo amargor final, mas penso que isto poderá ser corrigido no futuro, visto esta ser uma experiência recente. Permanecemos mais um pouco no Douro para provar o Vinha Grande, produzido com um corte de Tinta Roriz, Touringa Francesa e Tinta Barroca, vinho de maceração prolongada, produzido com as mais modernas técnicas de vinificação existentes. Para diferenciá-lo, o produtor o faz estagiar nas barricas usadas no ícone português “Barca Velha”, o que acabou levando os consumidores a apelidá-lo de “O Barca Velha dos Pobres”. Nossa próxima parada foi na região de Estremadura onde nos deliciamos com o Casa de Pancas, produzido com uma mescla de castas portuguesa e francesa, ou seja, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, um dos melhores da noite no tópico olfativo. Finalizamos nossa jornada com dois exemplares da região do Alentejo, hoje considerada a vedete dos vinhos modernos de Portugal, e que junto ao Ribatejo e Terras de Sado são regiões que apresentam crescimento constante na produção de vinhos. O Alentejo é também disparadamente a segunda região em prêmios de excelência (em 2004 com oito entre 21 vinhos tintos escolhidos). Iniciamos com o Casa de Sabicos, produzido majoritariamente com a casta Aragonêz e cortado por pequenos volumes de Trincadeira, Alicante Bouchet e Cabernet Sauvignon. Produção restrita (somente 5.300 garrafas) que passa por 12 meses em barricas de carvalho francesas novas. O segundo vinho provado desta região foi o Herdade do Esporão, um varietal produzido com a casta Touriga Nacional (mais típica no Norte), mas que mostrou sua adaptabilidade e qualidade também no sul de Portugal, e que na opinião geral acabou sendo o vinho da noite. Terminada a degustação nos deleitamos com um excelente jantar (Bacalhau, claro!!!) acompanhado do “novo” Periquita, tradicional vinho português que sofreu na safra 2000 mudança no seu processo, visando torná-lo um vinho mais fácil de tomar, e que certamente foi conseguido. Como não poderia deixar de acontecer, numa noite portuguesa, encerramos com um ótimo Porto (Burmester Jockey Club Reserva), simplesmente delicioso!!!!!! |
| Criado em 06/04/2004. << Voltar Esta é uma versão otimizada para celulares. Acesse o site completo aqui |
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