| SBAV - Curso de Vinho, Cursos de somelier Esta é uma versão otimizada para celulares. ![]() |
Miolo Wine GroupApresentada por Adriano Miolo em 27/06/2007. Comentada por Jeriel da Costa. Nesta última quarta-feira 27.06.07 ADRIANO MIOLO e HENRIQUE BENEDETTI propiciaram aos associados da SBAV o privilégio de degustar os novos lançamentos da MIOLO WINE GROUP, cujo lançamento oficial será em 12.07.07. Na oportunidade, os citados enólogos além de ostentarem profundo conhecimento, abrilhantaram o evento com suas envolventes simpatias. Nessa agradável e singular noitada tivemos oportunidade, uma vez mais, de degustar o que há de melhor na vinicultura nacional que cresce à passos largos. Recentemente, uma assistente da abalizada crítica inglesa JANCIS RONBINSON degustou diversos vinhos nacionais cujas notas oscilaram entre 16 a 18 pontos num máximo de 20 pontos, o que denota que o Brasil está definitivamente inserido no limitado rol de países produtores de vinhos, o que para nós é motivo de regozijo. ADRIANO MIOLO, de forma competente e didática, fez um breve escorço histórico sobre a evolução da vitivinicultura nacional nos últimos 30 anos, a expansão do grupo MIOLO e destacou a importância da reconversão do sistema de produção nos vinhedos de “latada” para “espaldeira” em benefício da qualidade. De forma resumida, assinalou que: a) Com o ingresso na década de 70, das multinacionais no setor vinícola do país (Martini & Rossi, Heublein, Maison Forestier, Cinzano, Moet & Chandon e outras), o vinho brasileiro foi alvo de uma grande melhoria de sua qualidade, eis que a tecnologia de produção de vinho trazida por essas empresas inexistia anteriormente, porém, o surgimento na década de 80 de vinhos baratos importados de “garrafa azul”, obrigou a indústria a nivelar-se por baixo para poder competir e por isso incrementou a produção de vinhos brancos baratos e de baixa qualidade. Muitos deles não correspondiam à cepa indicada no rótulo. b) Segundo ADRIANO MIOLO a reconversão do sistema de sustentação das videiras de “latada” para “espaldeira” na Argentina e no Chile se deu muito antes do que aqui, cujo início se operou à partir de 1998. Todavia, as mudanças nos métodos de produção dentro das cantinas ocorreu primeiro no Brasil em razão da tecnologia trazida pelas citadas multinacionais produtoras de vinhos. Também houve mudanças no campo, porque essas empresas incentivaram o plantio de uvas européias nobres ao invés de uvas americanas. Hoje, somente 50/60 hectares dos vinhedos são plantados em “latada” e o percentual de reconversão já alcança 50% dos vinhedos e será total até 2012. As mudas são certificadas e oriundas da Europa e África do Sul, com destaque para o amplo controle fitossanitário feito por nosso país. Adriano também enfatizou o aumento do prazo para maturação das uvas, o que evita a produção de vinhos ácidos e adstringentes produzidos à partir de uvas sem maturidade. Essas inovações inexistiam anteriormente e também destacou a importância da seleção manual dos cachos e da recepção das uvas por gravidade. c) no que toca à expansão do grupo, Adriano salientou que a MIOLO vem formando alianças com empresas conceituadas no meio vitivinícola mundial e apresenta sete unidades de negócios: Vinícola Miolo, Fortaleza do Seival Vineyards, Fazenda Ouro Verde, RAR, Lovara, Viasul (Chile) e Osborne (Espanha). d) Os primeiros vinhos dessa nova fase estão chegando agora no mercado e são produtos de qualidade crescente que já estão a obter reconhecimento da crítica especializada internacional, como já salientado. De seu turno, em sua breve e clara explanação HENRIQUE BENEDETTI destacou que a LOVARA é uma empresa que produz vinhos desde 1967, sendo uma das vinícolas mais antigas do Brasil em operação e que seus vinhedos estão localizados dentro da cidade de Bento Gonçalves (Serra Gaúcha). Esclareceu que sua linha de vinhos está constituída por quatro rótulos e destacou o lançamento da segunda safra do GRAN LOVARA 2005. Com essa nova versão formada pelo corte das uvas merlot, cabernet sauvignon e tannat, espera atingir o mesmo sucesso da primeira versão lançada em 1999 (safra considerada excepcional, assim como 2005) feita somente de cabernet sauvignon. Por fim, cabe ressaltar que todo esse esforço está a produzir resultados auspiciosos e os vinhos degustados se mostraram macios, balanceados, harmônicos e de taninos amigáveis. Igualmente, ficou comprovada a elevação da qualidade dos vinhos, eis que nenhuma amostra ficou abaixo das três estrelas! Nenhum vinho se mostrou desequilibrado, tânico, alcoólico ou ácido demais. Na realidade, o que se pôde constatar foi um inequívoco salto qualitativo e o grande premiado será o consumidor, que já pode optar por vinhos nacionais da categoria “premium” e “super premium”. A seguir a descrição detalhada dos vinhos degustados: |
| Criado em 27/06/2007. << Voltar Esta é uma versão otimizada para celulares. Acesse o site completo aqui |
![]() |