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Bodegas del Fin del Mundo


Apresentada por Marcelo Miras em 17/07/2007. Comentada por Glauber H. Pereira.  
 

Sobre a Bodega del Fin del Mundo


Em 17 de julho de 2007, tivemos a primeira de uma série de degustações a serem realizadas até o final do ano pela importadora Reloco, que nesta oportunidade nos trouxe os vinhos da Bodega del Fin del Mundo. A apresentação esteve a cargo do enólogo Marcelo Miras e do representante da importadora Reloco Marcos Pestana, e foi por estes conduzida com muita simpatia e competência.

Localizada em San Patrício Del Chañar (39º latitude sul, 350 mts do nível do mar), província de Neuquén, a Bodega del Fin del Mundo nasce em 1999 com a plantação de seus primeiros vinhedos em uma área desértica acima do rio Neuquén. Pelas características do terreno, foi necessária a construção de um canal de cerca de 17 km de comprimento para prover a água necessária ao cultivo das videiras. Para controlar os fortes ventos que atingem a região, a instalação de cortinas protetoras e cartuchos individuais para cada planta foi a solução adotada. Hoje, a bodega conta com 750 hectares de vinhedos próprios.

Após a construção da cantina em 2002, a vinícola foi inaugurada oficialmente em 2003. No final deste mesmo ano, o resultado da primeira produção começou a circular primeiramente como prova piloto na província de Neuquén. Em 2004, a Bodega del Fin del Mundo entra em sua fase internacional, com a exportação de seus vinhos para outros países e a participação em concursos pelo mundo, obtendo premiações importantes, como uma medalha de ouro e duas de prata no Concurso Mundial de Bruxelas com o Malbec del Fin del Mundo, e com o Pinot Noir e o Merlot da mesma linha.

O clima da região é temperado continental desértico, com precipitação pluviométrica muito baixa, em torno de 180 mm anuais. O gradiente térmico atinge 20ºC entre o dia e a noite, o que em conjunto com o clima seco e os ventos moderados permanentes propiciam grande sanidade aos cultivos e ótimos níveis de acidez às uvas. Com a maior quantidade de horas de frio, são obtidas maiores concentrações de açúcar sem prejuízo da acidez.

Em praticamente toda a superfície, o solo é francamente arenoso e pedregoso, com baixa incidência de matéria orgânica. Os vinhedos são irrigados por gotejamento computadorizado, utilizando a água do canal construído pela bodega citado no início do texto.

O sistema de condução utilizado nos vinhedos é o de espaldeira baixa, com população média de 5.000 plantas por hectare. A colheita é manual, embora o sistema utilizado permita a mecanização se necessário. Na cantina, ocorrem dois processos de seleção : no primeiro são retirados os restos de folhas e galhos provenientes da colheita, e no segundo, são retirados os grãos defeituosos. A fermentação tem início logo após em tanques de aço inoxidável.

Atualmente a bodega realiza constantes estudos com novas variedades relacionados à adaptabilidade ao solo e ao clima da região. Exemplos de experimentação estão em andamento com Petit Verdot, Cabernet Franc, Viognier, Sangiovese e Tannat.

A ressaltar a belíssima apresentação das garrafas de todas as linhas da bodega, com rótulos de muito bom gosto e criativos. A vinícola conta com a assessoria de Michel Rolland em sua linha de produção.

Abaixo, descrevemos os vinhos apresentados.


Criado em 17/07/2007.

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