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Ana Import: Chilenos destacados


Apresentada por Joel Peixinho em 09/10/2007. Comentada por Jeriel da Costa.  
 

Na agradável noite de 09 de outubro os associados da SBAV participaram de uma degustação exemplar: “CHILENOS DESTACADOS”. O evento foi muito agradável quer pela qualidade dos vinhos, quer pela escolha do apresentador, o inquieto e dinâmico JOEL PEIXINHO, representante da ANA IMPORT, que conduziu a degustação calcada na apresentação de uma importante seleção de vinhos chilenos que se destacaram recentemente na megadegustação promovida pela Revista GULA, cujas características foram descritas detalhadamente através de comentários pertinentes, observações técnicas inteligentes e bem fundamentadas.


Começamos pelos vinhos “WILLIAM COLE”. Após desenvolver carreira nos EUA, Willian Cole estabeleceu sua jovem vinícola de estilo californiano no Vale de Casablanca, “descoberto” por Pablo Morandé há vinte e cinco anos (1982), ao buscar terroir com baixas temperaturas para o cultivo de variedades brancas e da tinta Pinot Noir. Pablo notou que este vale tinha muita semelhança com a zona de Carneros, na Califórnia e obteve inequívoco êxito, sendo apontado como o grande responsável pela modernização da vinicultura chilena. Dessa região, degustamos um Chardonnay amplo, rico e untuoso que apresentou acidez refrescante, toques minerais e madeira (francesa) na medida sem ser enjoativo: COLUMBINE Chardonnay 2004. De inequívoco estilo “novomundista”, se mostrou no mesmo nível de qualidade de outros brancos produzidos pela vinícola e de seus principais concorrentes chilenos.


Depois experimentamos os vinhos “GILLMORE” (linha HACEDOR DE MUNDOS – safra 2003), vinícola familiar adquirida em 1990 pelo engenheiro Francisco Gillmore Escoda que introduziu variedades nobres e passou a se destacar no cultivo da tinta Cabernet Franc, extraordinária variedade que encontrou perfeita adaptação na sub-região denominada Vale de Loncomilla - no Vale do Maule (parte meridional do Vale Central). Aqui as principais castas são: Cabernet Sauvignon, País, Merlot, Carménère, Sauvignon Blanc e Chardonnay. Ainda conta com um amplo leque de outras variedades plantadas com sucesso como a quase extinta Carignan e a exótica Cabernet Franc. Todavia, a “GILLMORE” demonstrou que não produz apenas um delicioso e longevo Cabernet Franc (espécie de insígnia da vinícola): produz também outros dois vinhos de elevada qualidade (com madeira bem casada valorizando a fruta) que completam o autêntico corte bordalês: um Merlot rico e voluptuoso, focado na fruta e um Cabernet Sauvignon potente, elegante e de taninos e madeira na medida certa. Importante destacar que essa vinícola se prepara para lançar o seu vinho ícone: COBRE 2003, um blend das castas retro com parcela importante de Cabernet Franc. Sobre os vinhos de corte, dispõe a teoria que “um bom vinho de corte é superior às castas que lhe deram origem separadamente”. Assim, se os varietais já são bons, o vinho de corte...


Após, degustamos o “ENCIERRA” 2003, um blend das uvas Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Carménère e Petit Verdot, da VIÑA LA ENCIERRA - TAURUS, na sub-região de Peralillo, Vale de Colchagua. Essa vinícola surgiu de uma “joint venture” da família Eyzaguirre e do Château Lafite. Após a separação, cem hectares de velhas vides foram aproveitados para um novo projeto que contou com o esforço de Maria Ignácia Eyzaguirre Echenique e que adquiriu projeção graças à qualidade dos vinhos. Aqui, também cabe mencionar que o vinho foi apontado por muitos como o melhor da noite.


Da região do Alto Cachapoal tivemos a oportunidade de provar aquele que para este redator foi o melhor vinho da noite: ALUVIÓN ENSAMBLAGE GRAN RESERVA 2003 (VIÑA LAGAR DE BENZANA), um autêntico corte bordalês que justificou a alta pontuação alcançada no Guia Descorchados 2007 (90 pts.) e a indicação de “Excelente Compra” do Guia de Vinhos 2007 da GULA.


A degustação foi fechada pela interessante VIÑA TUNICHE, vinícola de porte que está localizada na sub-região de Rancagua (no Vale de Cachapoal que faz parte do Vale Central). O primeiro vinho foi o TUNICHE LATE HARVEST 2006, corte de Riesling e Gewürztraminer, que apresentou aromas típicos, boca macia e que pecou pelo açúcar residual sem contraponto na acidez. Mesmo assim, não deixa de ser uma “Boa Compra” porque apresenta preço justo pelo que oferece: R$ 21,50. Para acompanhar o jantar, foi servido o TUNICHE CARMÉNÈRE 2005 do mesmo Vale de Cachapoal, apontado como ideal para o cultivo dessa casta, que mostrou tipicidade e que cresceu muito como acompanhamento do jantar que foi servido. A seguir a descrição dos vinhos degustados:


Criado em 09/10/2007.

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